Instantes

domingo, julho 16, 2006

Hoje o tema é...



Hoje o tema é solidão, é morte, desespero, tristeza…apeteceu-me falar de mim da minha vida que para mim já se tornou uma morte vivida sem vontade, uma mentira disfarçada de pura e inocente verdade… minha alma resume-se a tudo e a nada…tudo de sonhos e nada de realidade…eu, sonhando vou lembrando-me vagamente de ti, tua imagem não sai de maneira alguma de mim. Gosto de sentir o vento soprado junto com juramentos que te fiz, é da forma como sorrias que passo o tempo a sonhar, quem dera poder ter-te aqui perto de mim…dava tudo para não existir um fim, que dera poder ter-te aqui amanha!!! Agora olho pela janela, o tempo esta quente, mas triste, esta quase sem cor, quase tão amarelo como a pior doença…vejo as arvores mexerem levemente, pessoas, carros a discutirem numa agitação angustiante e pergunto-me… Onde esta o amor? Onde anda? Quem o matou ou proibiu de falar? Sinceramente homens e mulheres a matarem-se cada dia mais e deixando vaguear o amor por ai, fazendo-se de esquecidos deixam um rasto que me entristece…odeiam-se mutuamente, ávida que levam é repugnante…não ouço aquela palavra amiga que tanto queria conhecer, ouvir, sentir, colher…perante isto que posso eu fazer? Falo sozinha já que contigo, com ele e com ela nada posso desabafar…eles estão ocupados demais!!!
Amanha… sei que tudo isto já passou, a vida que levo de novo outra vez já é bem diferente…a noite é feita de momentos, minha voz também, assim como todas as cartais que mostram quem sou…hoje o tema é… o resto de tudo que possa existir!!!

(texto e montagem por: Martha)

quarta-feira, julho 12, 2006

Se...



Se algum dia voltares não faças barulho, não detenhas meus sonhos irreais, neste momento já não quero mais acordar e viver o real mundo de desilusões, quero apenas, se um dia voltares que entres em meus sonhos vestido de branco e que faças o papel do meu anjo, que representes o bem da minha alma…se algum dia o mar te confessar meus pecados, não me culpes…amei-te sem culpa e sem desvirtude! Se estas linhas que escrevo que alarmarem fecha os olhos e pensa que fazem parte de uma história que não vivi…se algum dia te falar de amor, não me magoes com as mentiras que tão bem sabes fazer, não me querias matar interiormente, não me queiras destruir… se algum dia eu te falar de amor sorri apenas…pois posso não ter coragem de viver mas continuo a amar-te mesmo depois de morta! Se um dia fores capaz de sentir o que eu sinto por ti, revela-te á estrela que mais brilhar, á natureza no seu clímax…confessa-te a mim, estarei sempre aqui para ti, a todos os momentos, a todos os instantes, a toda a vida!!!


(texto e montagem por: Martha)

segunda-feira, julho 10, 2006

Fim de um sonho…



Tenho sonhos de menina, sonhos que mais parecem ilusões e que parecem ser tão difíceis de realizar. Acho que o meu maior sonho é poder ser feliz ao teu lado, poder adormecer e acordar a olhar para ti, e ouvir da tua boca palavras que nunca pronuncias-te inutilmente. Sonho todos os dias acorda como seria ter-te comigo, como seria o primeiro beijo, o primeiro toque, o primeiro amor! Quando te encontrei, confesso, que não era minha intenção apaixonar-me por ti e muito menos vir a sofrer por alguém tão longínquo e estranho como tu…inocentemente deixei-me ir até ao limite do sofrimento, até ao limite do amor e soube que dali em diante já mais nada correspondia ás minhas expectativas e que tudo não tinha mesmo é passado de um sonho…acordei triste e triste andei todo o dia, apenas deixei escapar um sorriso descuidadamente…os meus sonhos agora são apenas poder ver todos os dias o brilho forte do sol que quase cega, ver o sorriso de meninos e meninas, ver o vento correr atrás da natureza que o teme… ver borboletas e flores crescer e ver cada madrugada chorar discretamente…

(texto e montagem por: Martha)

sábado, julho 08, 2006

Meu Diário



Abro o meu diário e sinto meus olhos percorrerem cada página, por vezes inacabadas, escritas até meio… minhas lágrimas já sem preconceito espreitam e sempre teimam em cair uma a uma. Nunca tive coragem de o ler até ao fim, palavras duras, que magoam só de serem pronunciadas num som mudo que fere cada parte de meu corpo de menina! Por vezes, surgem páginas em branco, páginas que nunca foram tocadas…estas sim são páginas intactas de todo o sofrimento que me invade. São páginas e mais páginas que nunca mais deixam de revelar minha alma sofrida por caminhos e futuros tortuosos que não tem desgosto de magoarem! Duma cor brilhante que tal me cega, meu olhar fica tremulo e mais uma vez as malditas lágrimas surgem do nada…vêem e vão como se mandassem em mim, como se fossem já uma rotina minha!

(texto e montagem por: Martha)